quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

INFORMABIM 383 (A e B)


EDUCAÇÃO: lembrando e exigindo

Irm Antônio do Carmo Ferreira

 

 

A mídia impressa anuncia que no dia 10 de agosto, o JCPM Trade Center, Recife, ensejando um dos seus melhores momentos à cultura e lideranças pernambucanas, abrirá espaço para Conferência que ali será pronunciada pelo dr Raul Henry sobre o tema “Educação no mundo, no Brasil e em Pernambuco”.A promoção é da Lide Pernambuco e se dará com início para as 19h, sendo o Vice-Governador o anfitrião do jantar-debate.

O conferencista é senhor de inigualável acervo a respeito do assunto. Tive a felicidade de ouvi-lo, falando perante a COMAB – Confederação Maçônica do Brasil, aqui, no Recife, quando os Grão-Mestres estiveram reunidos, no auditório do Onda Mar Hotel, sendo Presidente da Confederação o Desembargador José Simioni, dirigente da maçonaria de Mato Grosso.

Ao Dr Raul Henry, que então era Deputado Federal, havia sido confiado a função de  relator da Comissão Especial que tratava, na Câmara dos Deputados, do projeto-lei da Responsabilidade Educacional. Ele esteve conosco e apresentou, com bastante preocupação, a situação de emperramento e de inferioridade em que nossa Educação se encontrava, em se comparando com o resto do mundo. Como também discorreu sobre as possibilidades oferecidas pelo PNE 2 ainda em tramitação, mas já nas proximidades da sanção presidencial. Foi enfático perante o quadro – todo o esforço resultaria numa carta de intenção, se os crimes e as punições em conseqüência do não cumprimento  do que dispusesse o PNE2, portanto se não viesse a existir uma lei de Responsabilidade Educacional.

Decerto o Dr Raul Henry abordará o assunto e assim procedendo prestará relevante serviço à Pátria que, embora tenha até recebido a denominação de “educadora”, logo após o mencionado destaque, viu diminuídos os recursos financeiros que lhe eram destinados, como não viu maiores incentivos e cobranças quanto à execução do PNE 2. Exemplos disto: melhoria da formação de professores e do respeito à dignificação da carreira; fomento à existência de bibliotecas e laboratórios; incentivo às escolas profissionalizantes e de tempo integral; exigência dos planos de educação a nível de estado e de município, exigência da lei, para o correto funcionamento do sistema.

Vale salientar que o que tem ocorrido de melhoria na qualidade do ensino e da educação tem sido fruto de esforço dos governos locais e não uma conseqüência da prática do PNE 2 por iniciativa da União.

Outro dia, o professor Arnaldo Niskier, da Academia Brasileira de Letras, Presidente do CIEE no Rio de Janeiro, esteve em Portugal e, após sua visita, escreveu um admirável artigo com o título de “Lisboa aberta ao futuro”. Aí, registra o imortal: “O Brasil tem hoje mais de 50 milhões de alunos freqüentando nossas escolas, em todos os níveis. O ensino cresceu muito, nos últimos anos. Mas falhamos na busca da qualidade, em boa parte devido à precariedade dos cursos de formação de professores. Temos quase 200 mil escolas de educação básica. Cerca de 60% delas não têm sequer uma biblioteca.” Agora, vejamos a advertência desse respeitável e experiente mestre, ao encerrar o artigo a que me reporto: “Biblioteca, ao lado de laboratórios, são exigências do futuro imediato”.

Para a maçonaria, falar sobre Educação, como tem falado, vezes sem conta e em todas as assembléias de suas lideranças, não é culpar alguns pelo  problema, mas certamente querendo engajar todos na solução. Como somos poucos nesse mundão dos que se fazem de surdos, daí termos que estar sempre lembrando e exigindo.

 

 

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