domingo, 17 de fevereiro de 2019

INFORMABIM 472

Irm.·. Antônio do Carmo Ferreira

O ano de 2018 já estava em sua segunda metade. A mídia não cessava de noticiar a respeito do fechamento de grandes livrarias no País. Dava uma tristeza danada ouvir e ler aquelas informações. Sobretudo quando se atribuía a causa do fechamento daqueles negócios à reduzida venda de livros. E, em consequência,  o fechamento dos balanços no vermelho, isto é, com grandes prejuízos. Mas também me vinha à mente, diante daquelas notícias, uma indagação:  que teriam feito os empresários dos negócios de venda de livros, para despertar o interesse pela compra dos mesmos?
Leio jornal todo dia. E não são poucos, nem de um só lugar, nem apenas na versão impressa, mas também na virtual, com a qual já estou me acostumando. Porém não tenho visto estímulo bastante, uma campanha nacional, para incrementar a compra de livro, seja, por exemplo,  dizendo-o um excelente objeto para  presente; seja mostrando o que se ganha com a sua leitura.
Faço a ressalva quanto às feiras. As já conhecidas “bienais”. E, nos últimos anos, o destaque, para o valor do livro, que o apresentador Fausto Silva tem dado, em seu programa dominical de televisão, aconselhando o exercício da leitura com a feliz expressão de “alongamento do cérebro”. Bendito! Pois “bendito é todo aquele que semeia livros à mancheia”.
Frequentes, contudo, têm sido as notícias ruins, quando se fala de livro e de leitura. Recentemente, o jornalista Edenir Gualtieri, editor da revista maçônica A TROLHA, escrevendo sobre “a arte de ler e estudar”, irritado, tratou desse assunto, dizendo-nos: “lamentavelmente,  44% da população não lêem e outros 30% jamais compraram um livro”. Então a gente não tem o hábito da leitura. E  não adquirimos o livro, porque os caminhos, para fazê-lo, não nos foram apontados. Indicam os pesquisadores que isto é um item não utilizado na educação no seio da família, ainda na adolescência de seus integrantes. O costume de ler se formaria nessa idade.
Outro dia, faz pouco tempo, li sobre isto em artigo  do doutor Janguiê Diniz, Reitor de uma das Universidades privadas de nosso País. Aí ele nos escreve sobre “o brasileiro ainda lê pouco e mal” e nos adverte: “A Unesco preconiza que só há leitura onde esta é um hábito nacional e esse hábito vem de casa”.
O professor Janguiê Diniz e o jornalista Edenir Gualtieri nada têm a ver com o fechamento de livrarias. Ao contrário, lutam em favor da existência das mesmas e em grande quantidade. São estimuladores da leitura e cheios de amor pelos livros. O escritor Janguiê fundou e desenvolveu uma Universidade próspera, próspera... E sem livros isto não seria possível. Prega que “a educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país e ela passa, inexoravelmente pela leitura.” Pelos livros ... E o jornalista Edenir mantém uma editora que lança um título cada mês, para venda a preços acessíveis, sem lucro. É o Círculo do Livro Maçônico, que funciona com o propósito de estimular a leitura e a formação do hábito de ler. Citei e parabenizo os dois, por serem  exemplos maravilhosos de como o livro “caindo nalma é germen que faz a palma e chuva que faz o mar”.(C Alves)
Ah, meus amigos! Se desejo vender livro, tenho que estimular o seu uso. Certo estava o romancista, quando colocou essa ideia nas conversas de um de seus personagens: “se eu não pintar minha aldeia, ela não será eterna”.



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