sábado, 13 de fevereiro de 2010

NABUCO: maçom que enfrentou a "obra maldita"

Amados Irmãos!

O Jornal do Commercio (Recife) publica, em sua edição do dia 5 deste mês, OPINIÃO do professor Cristóvão Buarque, da qual pinço algumas partes e com as quais faço este registro.
"Em solenidade na Academia Brasileira de Letras, Marcus Vinicius Vilaça lembrou a frase de Joaquim Nabuco: "Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão". A frase de Nabuco, repetida por Vilaça na ABL, mostra a grandeza do maior de todos os pernambucanos que morreu há exatos 100 anos. Ele foi político que ousou pensar; intelectual que não se omitiu em agir; pensador e ativista com causa; principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. Mas apesar da vitória conquistada, reconhecia que a tarefa libertária não estava conquistada. A obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social". Entende o professor Buarque que nós continuamos escravocratas, perante a inexigência de uma educação para todos, pois dezenas e dezenas de milhões de brasileiros  sem emprego, sem casa, sem água, sem comida, padecem dessa escravidão à falta de acesso à educação de qualidade com que se habilitem a ter as condições dignas de cidadania, libertos das esmolas estatais das "bolsas". Continua o professor Buarque, em sua Opinião: "Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos, negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. Cem anos depois da morte do pernambucano Joaquim Nabuco, lembrou bem o Vilaça ao dizer a obra criada pela escravidão continua". E conclui: "Por negar educação de qualidade a todos, continuamos insistindo na permanência da obra maldita que Nabuco ousar enfrentar".
Em seu livro Os Maçons que fizeram a História do Brasil, José Castellani escreve assim: "Na Maçonaria, Nabuco foi iniciado quando estudante de Direito, em São Paulo, através da Loja AMÉRICA, em dezembro de 1868, um pouco antes de seu colega Ruy Barbosa ser iniciado na mesma Loja. A Loja AMÉRICA, nessa época, fazia parte do Grande Oriente Unido, de Saldanha Marinho, e Nabuco, em 1875, era escolhido como representante da Loja junto a essa Obediência, no Rio".

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