quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

INFORMABIM 398 (A e B)


SUGESTÕES ALVISSAREIRAS

Irm Antônio do Carmo Ferreira

 

 

A Loja Fraternidade Brazileira (com Z) dedica-se aos estudos e pesquisas no campo da maçonaria, cujos resultados, em sua maioria, têm-se revelado durante os Encontros que realiza anualmente, não só em Juiz de Fora, onde mantém sua sede, mas também em vários outros orientes, especialmente, naqueles em que Grandes Instituições Maçônicas oferecem o apoio para, em seu seio, se darem esses eventos.

Quero, aqui, reportar-me ao XXII Encontro que teve lugar na cidade de Maringá, onde integrantes da Loja Fraternidade Brazileira se reuniram sob o amparo do Grande Oriente do Paraná, e desenvolveram o tema “Vivificação da Cultura Maçônica no meio político social” com muitas peças de arquitetura apresentadas, expostas, defendidas. Todas de grande proveito, pela credibilidade das fontes pesquisadas, pelo saber e responsabilidade dos autores, resultando num maior conceito para a maçonaria brasileira, que mais se engrandece com essas atividades de tanto respeito.

Ao término do XXII Encontro – 2ª quinzena de outubro de 2015 -, uma Carta foi enviada a todos os maçons de nosso País. E, nessa correspondência, uma síntese das conclusões a que chegaram os que em Maringá estiveram reunidos. Frutos saborosos, amadurecidos ao calor do amor fraternal, que vieram do trabalho de semeadores conscientes de seu papel de contribuintes para com o “fortalecimento e engrandecimento da Maçonaria Brasileira”. “Pomos dourados”, digamos assim, tomando por empréstimo palavras de Olavo Bilac que, com versos lindos, embelezou a poesia parnasiana da literatura brasileira.

Do Encontro de Maringá nos vêm, no conteúdo de sua Carta, significativas recomendações. O incentivo e o auxílio ao crescimento das instituições para-maçônicas, com destaque para a Ordem De Molay, tendo em vista o preparo de seus componentes para o ingresso na maçonaria, é uma delas. Outra: o grande cuidado com a análise dos que solicitam ingresso nos quadros da Ordem, mostrando-lhes o sentido família reinante em cada Loja, o caráter vocacional e o compromisso de construtor social que são exigidos dos iniciados, o que decerto será um antídoto de combate aos males das evasões.

Também foi ressaltado na Carta que há um relacionamento da maçonaria com a sociedade, a qual aliás em seus anseios, carências e dificuldades, tem revelado esperança na contribuição de soluções oriundas da maçonaria, daí a necessidade de muita atenção na formação dos maçons, zelando cada Loja por estabelecer seus projetos, cursos e instruções conforme “bases pedagógicas que contemplem não somente nossas origens e história, mas também se amoldem e interpretem as exigências educacionais e tecnológicas do mundo atual”.

Desejo cumprimentar todos quantos participaram do XXII Encontro de Estudos e Pesquisas Maçônicas, ao oriente de Maringá, com a iniciativa, a escolha do tema, a paciência das pesquisas, o oferecimento das peças de arquitetura, a participação, o apoio da Potência, a equipe executiva e a inteligente Coordenação.

Mas para que uma vírgula sequer não se perca da Carta de Maringá, remeto o leitor ao INFORMABIM 394 (http://domcarmo.blogspot.com.br/), onde se encontra o documento em seu inteiro teor, contendo para o engrandecimento da Ordem sugestões tão alvissareiras.

 

 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

INFORMABIM 397 (A e B)


 
COLUNA DO NORTE ... AH QUE SAUDADE ME DÁ!
Irm Antônio do Carmo Ferreira
 
 


Acho que o meu saudosismo não é somente meu. É de todos os que ingressaram na Ordem e já no meio da caminhada se depararam com alguma dificuldade em entender ou para explicar certas passagens do saber maçônico. É que ali, tivemos as melhores oportunidades de aprender bem e muito, mas que infelizmente nossa pequena porosidade de então, impediu que de tal forma absorvêssemos. Fraquezas da humana condição!
Também não vamos chorar por isto. Nós éramos tenros infantes, na platéia. A cada sessão, um cortinado se abria e, no palco, atores maravilhosos levavam a efeito cenas magníficas. Deslumbrados, ficávamos encantados com o que víamos, tão encantados que nem abríamos espaço para aquilo que ouvíamos. Talvez por isto, não aprendíamos tanto, embora muito fosse ensinado. Perdão, grandes mestres! O crédito, num mundo em que se pesquisa a verdade, não lhes pode ser negado.
É possível que não tenhamos amealhado o saber. Por culpa de ninguém. Pois houve o esforço dos mestres. A abnegação mesmo! O augusto e respeitável recinto escolar. Os melhores colegas de turma. E nosso desejo de aprender. Talvez a curiosidade é que tenha inibido a realidade. Mas, não podemos negar,  aprendemos algo que ficará para toda a vida, aprendemos o caminho da escola. E isto salva tudo.
O peregrino, por bondade dos mestres, andou léguas. Muitas vezes até capengando, torto, pondo a mão nos ombros dos colegas, mas indo, em frente, chegando a novos teatros e, mais uma vez, maravilhado, boquiaberto, segurando o queixo com a mão,  emocionado, lá está na platéia, assistindo encenações encantadoras dos ensinamentos da Ordem.
Agora, nas dificuldades, não tergiversar. Não chorar o leite derramado. Não ter vergonha de não saber dar resposta ao que for perguntado por alguém que se inicia. Nem por isto se sentir diminuído. Não, mano velho! Todo tempo é tempo de aprender, especialmente quando se pesquisa a verdade, coisas cristalinas que enriquecem o espírito e dão a grandeza humana aos humanos!  
A coluna do norte continua lá, no setentrião. Banquinhos duros, na fila de trás, mas continua lá. Aguardando a gente para a reciclagem. E isto é muito bom. Reparem bem! Volta-se lá, não mais para aprender tudo, mas para tirar dúvidas. Cuidar de aprender somente um pouquinho do todo. Um segmento da linha total. Aí o aproveitamento vai ser completo, uma beleza. O mestre da Galiléia nos deixou ensinado que “é próprio do viver o nascer de novo”, muitas vezes.
Talvez nem seja mesmo para cumprir a sentença de “sermos eternos aprendizes” que voltamos lá. Pode não ser por isto. Voltar à coluna do norte é um reencontro com a juventude maçônica. Um reencontro com os ideais, com os nossos sonhos. Quantos sonhos maravilhosos tivemos lá! Os mestres instruindo e a gente na missa ... Presente e ausente. Divagando...  Pensando agarrar aquele cinzel e desferir-lhe o malho, desbastando a pedra bruta que sempre fomos, e dar-lhe novos moldes de faces polidas. Pensando em vir a ser um sermão sem palavras, na comunidade, influindo na melhoria dos costumes, pelo exemplo. Pensando em como tornar feliz a humanidade. Sim, em tudo isto nós pensamos, lá na coluna do norte ...
Bom e suave é que se acendam à nossa frente os lampiões que indicam os caminhos de retorno, sempre, ao setentrião. Não importa que no local haja pouca iluminação. Que os bancos escolares sejam sem almofadas. Importa que ali haja a permanente busca pelo saber. Haja ali a semeadura dos ideais e o embalo dos sonhos, com que os construtores sociais ornamentarão, da Ordem, os amanhãs!
Ó Coluna do Norte, e quando “sei que nada sei”, ah que de ti quanta saudade me dá!


 

INFORMABIM 396 (A e B)


LER E APRENDER(*)

Irm Absaí Gomes Brito(**)

 

 

No correr dos anos, temos usado as colunas deste Jornal para incentivar Irmãos e Lojas a se dedicarem mais ao conhecimento maçônico, através de leitura de Jornais, Boletins, Revistas e Livros, usando e explorando nossos autores que crescem a cada dia, proporcionando cultura e informação.

A Associação Brasileira da Imprensa Maçônica – ABIM, dirigida ao longo dos anos pelo competente e laureado cultor das letras, respeitável Irmão Antônio do Carmo Ferreira, Grão Mestre do Grande Oriente Independente de Pernambuco, traz a cada quinzena o Boletim INFORMABIM, com vasto noticiário a respeito do mundo cultural maçônico existente no País.

Por outro lado, Editoras diversas, como a Editora Maçônica “A Trolha” Ltda, com sede em Londrina-PR, publicam mensalmente livros de excelente qualidade, tendo no corrente ano editado, entre outros, os seguintes títulos:

FUNDAMENTOS MAÇÔNICOS – Padroado, do irmão Luiz Vitório Cichoski;

A CISÃO MAÇÔNICA BRASILEIRA DE 1927, de Joaquim da Silva Pires;

ESTUDOS MAÇÔNICOS SOBRE SIMBOLISMO, de Nicola Aslan;

REFLEXÕES SOBRE UM R.’.E.’. (BEM )A.’.A.’., de Joaquim Roberto Pinto Cortez;

O PISO MOSAICO – Como Superar sua Dualidade? de Gabriel Gomez;

DIÁLOGOS ENTRE O ESQUADRO E O COMPASSO, de Walter Celso de Lima; e

CURSO DE FORMAÇÃO DE APRENDIZES DO R.’.E.’.A.’.A.’., de Paulo Antônio Outeiro Hernandes, entre outros.

Continuamos insistindo: vamos ler e estudar, pois só assim poderemos dar uma dinâmica maior às atividades de nossa Instituição, principalmente nesta fase de dificuldades que estamos atravessando.

Lembre-se: você também é responsável.

 

Notas do Editor

 

(*) Editorial do Jornal LIBERDADE E UNIÃO, julho/agosto de 2015. Filiado a ABIM mediante registro nº 003-J. Av Paranaiba, 984 – Centro – CEP 74025-900  Goiânia-GO. E-Mail : liberdadeeuniao@gmail.com

 

(**) O mui ilustre irmão Absaí Gomes Brito é um dos mais admiráveis integrantes da maçonaria brasileira. Exemplo de amor à Ordem, à qual vem se dedicando há várias décadas, não só na assiduidade aos trabalhos de sua Oficina, onde tem formado gerações com a eficácia de suas instruções, mas também participando dos Encontros e Congressos, em todo o País, e voltado à divulgação das atualidades, feitos e atuação da maçonaria, em sua região, o que faz, através do Jornal “Liberdade e União” que dirige e edita de forma atraente e com elogiável competência. Esta questão da leitura e, por conseqüência, da ilustração do maçom, recai no tema EDUCAÇÃO, em favor de cuja melhoria de qualidade  a Maçonaria Brasileira vem chamando a atenção das autoridades, advertindo da situação de inferioridade em que nos encontramos perante o cenário internacional, e exigindo  o respeito que a Educação merece. O mui ilustre irmão Absaí Gomes Brito sempre esteve nessa luta, especialmente na leitura que a ela dedicada o maçom tanto se torna  ilustrado como um digno exemplo a seus contemporâneos. Grato ao Ir Absaí que parabenizo pelo importante Editorial com que brindou a Imprensa Maçônica Brasileira. (ACF)