terça-feira, 21 de dezembro de 2010

INFORMABIM 276 A e B

ACENDENDO LAMPIÕES
Irm Antônio do Carmo Ferreira


A mídia, durante este ano, foi pródiga no preenchimento de espaços com a situação da educação no Brasil. E foi realista com seu noticiário, revelando o estado em que se encontra este setor da vida brasileira, em face da maneira como vem sendo cuidado.

Tratava-se não somente de oferecer o diagnóstico, mas sobretudo de, com ele, despertar e contribuir para a formação de um novo tempo que o Brasil haverá de construir, se quiser conviver, em pé de igualdade, com a onda da globalização que envolveu o mundo e nele se implantou.

Teremos que EDUCAR para a convivência com esse amanhã, sabendo que nosso esforço deverá ser maior que o de outras nações, considerando o estágio de inferioridade em que nos encontramos, agravado, segundo muitos analistas, pela má vontade de que está recheada grande parte da liderança política de nosso País.

Apontou, neste sentido, o “repór-terJC”, com a seguinte narração:
“Não poderia haver constatação estatística pior em plena campanha eleitoral para Presidente da República e Governadores de Estado do que o balanço apresentado pela Folha de S Paulo, com base no IBGE, sobre a Educação. [...] Mesmo com todas as melhoras sociais no País, a Educação avança bem devagar. Para os políticos é uma boa notícia. Afinal, quanto menor o nível escolar da juventude, menor a sua capacidade de criticar o Estado. E menor sua aptidão de votar contra esses políticos.”(JC de 21.09.2010).


Não houve tempo para respostas e defesas e justificativas. Veio o relatório do Pisa de 2009, e nele os alunos brasileiros aparecem nas últimas colocações. Ah! Senhor meus Deus! O Pisa é o “programa internacional de avaliação de alunos” da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que, de 3 em 3 anos, avalia estudantes de 15 anos em 65 países. Foram , no mundo, 470 mil estudan-tes, dos quais 20 mil são brasileiros de todos os estados, avaliados nas áreas de conhecimento: leitura, matemática e ciência. Ficamos na incômoda posição de 53º lugar.

Vejamos uma síntese da avaliação dos estudantes brasileiros que reflete a– qualidade de nossa Educação nas três áreas mencionadas. A síntese é de Jorge Werthen, doutor em Educação pela Universidade de Stanford que foi representante da UNESCO no Brasil:

“... mais de 50% de nossos estudantes não passam do nível 1 de proficiência em leitura de uma escala com 6 níveis. A situação é pior na área de matemática. Em ciências, uma das áreas que qualificam as crianças e jovens para a produção futura do conhecimento científico e tecnológico , mas de 54% dos estudantes ainda estão no nível 1 e abaixo dele.”(JC de 12.12.2010).


Este é um quadro preocupante, diante dos propósitos do Brasil que se apresenta ao mundo como um país que aspira a chegar ao grupo dos desenvolvidos com uma economia forte e em progresso. Isto resultará em frustração, porque sem Educação qualificada não teremos desenvolvimento.

O Presidente da República recebe, hoje (15.12.2010), das mãos de seu Ministro da Educação, projeto para o Plano Decenal de Educação que será imediatamente enviado ao Congresso, para análise e conversão em lei no ano que segue. São 10 diretrizes e dez metas com que o próximo Governo pode até nem concordar, pois “cada cabeça um mundo”, alerta a sabedoria popular. E, segundo um dos blogs mais visitados da internet no Brasil, “o Ministério do Planejamento recomendou um corte de R$ 3 bilhões no Orçamento de 2011. Em termos nominais, o maior corte foi na Educação (R$ 500 milhões). A área de Ciência e Tecnologia também sofrerá cortes.”

Por isto, a Maçonaria intensifica sua ação contra a ignorância, “lutando e pelejando” para que nada de empecilho aconteça ao esforço pela melhoria da qualidade de nossa Educação, devendo cada maçom continuar alertando o povo para seus direitos de cidadania, apontando-lhe caminhos, acendendo lampiões.






quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

INFORMABIM 275 A e B

DIA DA BANDEIRA DO BRASIL e suas comemorações em Pernambuco


Irm Antônio do Carmo Ferreira



O Estado de Pernambuco não havia feito antes, como fez este ano. Para as homenagens a Bandeira do Brasil, em seu DIA, 19 de novembro, convidou a Maçonaria que se representou por intermédio de um grupamento de 33 maçons, ostentando seus paramentos. Ao meio-dia, estávamos todos atendendo ao convite do Governo do Estado, frente ao Quartel do Derby, sede do Comando Geral da briosa Polícia Militar de Pernambuco: o Secretário titular da Secretaria de Defesa Social, o Cel Comandante Geral da PMPE, seu Estado-Maior, a banda da corporação, dois pelotões da PMPE com os seus integrantes garbosamente fardados, o Grupamento da Maçonaria, e o Povo. Foram hasteadas as Bandeira do Brasil e a do Estado de Pernambuco, após o que o Grão-Mestre Antônio do Carmo Ferreira, do Grande Oriente Independente de Pernambuco, especialmente convidado, proferiu a Saudação a Bandeira Nacional.

A maçonaria cultua a Bandeira Nacional, com um lindo cerimonial em todas as suas reuniões magnas, durante o qual lembra o seu significado e a obrigação cidadã de cada um de amar e dignifica-la, porque ela é a síntese de nossa história, do martírio que sofremos para construir a Pátria e da honra que possuímos em ser da Pátria seus filhos. A Maçonaria afirma e reafirma, ao difundir o civismo, que a Bandeira “é o emblema de nossa Nação, mas também maçônico poderia ser, pois tem a forma retangular do Avental que os maçons usam como símbolo do trabalho ...”

O significado de pátria deve ser retomado por todos e difundido no seio da comunidade. Reporto-me à ação de retomar, de recomeçar a implantação, porque o amor que lhe é devido, ao que se percebe, está esgarçado e diminuto em nossos dias, como se fosse uma coisa distante e optativa, quando na realidade deverá ser compulsório, sem limite e intenso, com lugar privilegiado no coração de todos, especialmente nos corações dos jovens que povoarão o amanhã, na condição de chefes de família, líderes ou apenas de cidadãos. O ensino do amor à Pátria deverá ser cadeira obrigatória no processo de nossa educação em todas as escolas e em todos os níveis. E pela simbologia da Bandeira, pelo que ela sintetiza, o seu culto avulta-se e se inclui com precedência a todos os itens. A Maçonaria pensa desta maneira.

As homenagens prestadas à Bandeira Nacional pelo Governo de Pernambuco, com a participação da Maçonaria, foi uma aula inesquecível de amor à Pátria e da difusão do civismo em nosso Estado, como se ecoássemos os versos de Olavo Bilac:

“Salve, lindo pendão da esperança!
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.”