terça-feira, 2 de abril de 2013

INFORMABIM 330 (A e B)



VISIBILIDADE AO BEM
Irm Antônio do Carmo Ferreira

           O Rabino Menashem põe a mão em meu ombro, aproxima a face de meu ouvido esquerdo e sussurra: “precisamos, meu irmão, com muita urgência, encetar uma campanha de visibilidade ao bem, tal como a em que você tem sido tão insis-tente ativista”.De acordo, Ir Rabino! Que a messe   tenha mais operários, completei.
Entendo haver razão de sobra em sua convocação. Estávamos deixando a sala de recepção, onde a televisão apresentava a novela do período nobre. Noite de festa, em que as famílias (senhoras e filhos) iam chegando e à espera do mo-mento do coquetel deixavam-se ficar, assistindo ao desenrolar do folhetim, em que vilões fustigavam mocinhas despreparadas para vida, submetendo-as a processo de intenso sofrer, após enganá-las com a promessa de riqueza fácil. Essa trilha da enganação e do viver desregrado era exposta em detalhes, facilitando por demais a aprendizagem.
A mídia e outros meios de comu-nicação prosperam na transmissão dos fatos em seus aspectos da maldade, enquanto a notícia de  uma boa ação não aumenta a venda da tiragem. O produto midiático é vendido segundo o volume de sangue que escorre. O dinheiro que entra nos cofres do produtor de notícias é diretamente proporcional à maldade noticiada.
Vivemos os dias em que não se estimula a beleza da “peregrinação de retorno à casa do Pai”, mas se disserta sobre as agruras do inferno, não pelas agruras do inferno, mas para induzir ao medo e daí poder-se tirar proveito dos incautos.
O mal dá sinais de que se encontra alastrado por todos os cantos do mundo. Nas vitrines da vida, ocupando os maiores espaços. O Santo Padre João Paulo II, já pertinho de sua chegada à Casa do Pai, publica o livro MEMÓRIA E IDEN-TIDADE, de sua autoria, em cujo capítulo inicial trata  do mal e do limite que se lhe deve ser imposto. Confirma que o homem guarda  germes do bem e do mal. No livro a que aludimos há uma afirmação nesse sentido. Tudo se passa como  se a vida fosse um espaço e que aí não houvesse vazio.  Se o bem mingua, o mal cresce. Por sorte da pessoa é que nela sempre existirá um pouquinho de bem, por menor que seja, mas sempre existirá ao menos uma semente germinal. “Como entende Santo Tomás na esteira de Santo Agostinho: o mal é sempre ausência de um bem qualquer que deveria estar presente em determinado ser; é uma privação, mas nunca uma total ausência do bem”.
E Sua Santidade, em “Memória e Identidade”, revela essa sorte de que o homem no fazer da vida não está só, mas é preciso esforçar-se para merecer a ajuda.  O importante é estar atento à recomendação de São Paulo em carta aos Romanos (12, 21), quando ele aconselha: “não se deixar vencer pelo mal, mas vencer o mal com o bem”.
O Rabino lamenta que os meios de comunicação preencham seus espaços, enfocando o mal; privilegiando a difusão das notícias com a tinta do sofrimento e as cores dos descaminhos. Conforto-o, convocando os maçons, como é seu desejo,  para levar avante um mutirão em que se dê maior visibilidade ao bem. Aliás, talvez nem seja necessário  o cha-mamento, porque essa é a função dos maçons, sendo eles construtores sociais. A maçonaria é uma escola em que o homem se forma na arte de amar ao próximo, como um dos dois mandamentos, em que o primeiro é amar a Deus sobre todas as coisas. O maçom é o agente da maçonaria, cujo principal objetivo é tornar feliz a humanidade.
Dar maior visibilidade ao aspecto bom das coisas e ao estado de felicidade  que todas as pessoas devem buscar é o projeto com que o maçom tem compromisso. Sempre teve, porque “serve a Deus quem vive na virtude e na prática do bem”, dando-lhe a maior visibilidade. (Ri-
tual do Aprendiz Maçom, REAA). (Informabim 330 B)

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